terça-feira, fevereiro 20, 2007

Corre os lábios nos meus ombros desce a vertigem do dorso (...) Deixa os dedos encontrarem a penumbra do pescoço Maria Teresa Horta, aqui imagem daqui

sábado, fevereiro 03, 2007

Ignoro se alguém me aguarda de ausência tão prolongada, ou beija a minha lembrança entre carícias e lágrimas. Juán Ramon Jiménez, aqui Imagem Bina Engel
Nada do que se espera transforma o que somos se não for isso: um desvio no olhar; ou a mão que se demora no teu ombro, forçando uma aproximação dos lábios. Nuno Júdice, aqui Imagem Bina Engel
não há passos divergentes
para quem se quer encontrar... Jorge Palma, aqui Imagem Bina Engel
O corpo não espera. Não. Por nós ou pelo amor... ...Tem tanta pressa o corpo! E já passou, quando um de nós ou quando o amor chegou. Jorge de Sena, aqui Imagem Eolo Perfido

Penélope

mais do que um sonho: comoção! sinto-me tonto, enternecido, quando, de noite, as minhas mãos são o teu único vestido. e recompões com essa veste, que eu, sem saber, tinha tecido, todo o pudor que desfizeste como uma teia sem sentido; todo o pudor que desfizeste a meu pedido. mas nesse manto que desfias, e que depois voltas a pôr, eu reconheço os melhores dias do nosso amor. David Mourão Ferreira, aqui Imagem Eolo Perfido

Preciso habituar-me a substituir-te pelo vento, que está em toda a parte e cuja direcção é igualmente passageira e verídica. Raul de Carvalho, aqui Imagem Rossana Cagnolati