terça-feira, fevereiro 15, 2011

(des)Ilusão II

        
Tentei, porém nada fiz...
Muito, da vida, eu já quis.
  Já quis... 
mas não quero mais...

Cecília Meireles

(des)Ilusão




Esquece.
 
O que você vê
em mim não existe.

A sua miopia cria o meu mistério.

Deixa o mistério ficar.
Deixa as respostas morrerem.
Deixa o tempo aumentar as dúvidas,
criar conclusões falsas
...até você cansar
de quem eu nunca fui.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Reflexão para o Começo da Semana! Boa Noite!



Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca, hoje, é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência – e pouco romântica, por sinal.

A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.

Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.

Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém: algumas vezes, você tem de aprender a perdoar a si mesmo…

* Flávio Gikovate é médico formado pela USP no ano de 1966. Desde 1967, trabalha como psicoterapeuta, tendo atendido mais de 8000 pacientes. Dedica-se, principalmente, às técnicas breves de psicoterapia.

Sobre estar sozinho - Flávio Gikovate



sábado, fevereiro 12, 2011

A história de Nós Dois


 Esse filme ( de uns 11 anos atrás) retrata bem um processo de reavaliação conjugal. E mostra com humor os pontos onde a maioria de nós se perde. O desejo da mulher de mudar o marido e transformá-lo no companheiro perfeito. A dificuldade dos homens assumirem um compromisso com carga emocional mais forte e consequente tentativa de trazer a mulher para turma divertida dele. E a confusão que isso dá!

A influência de nossos pais, as dificuldades com os amigos e a vontade de proteger os filhos. O vai-e-volta da relação, o medo da decisão errada, as dúvidas e até as tentativas de terapia frustradas. E aí como em todo filme, eles pecam com o clichê preconceituoso de que nessas coisas não se obtém ajuda de profissionais, que sozinhos é que resolvemos tudo...

Desta vez gostei e acho válido, para quem está em vias de se separar e para quem não está.

Bom filme!

Leia também:
Um novo casamento

Outro filme:
Estamos todos bem.

Happy Saturday!

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Sentimentos #2


Postado originalmente AQUI

Sentimentos #1


Bons pensamentos são importantes, mas sentimentos são mais profundos. Sentimentos puros. Se meus sentimentos são de altos e baixos, meu coração não terá bons votos continuamente.  Em relação aos outros, às vezes vou apoiá-los, às vezes vou me retrair, às vezes hesitarei, às vezes oferecerei. Mas se eu tiver bons sentimentos e um coração preenchido de bons votos, não lhes desejarei nada que não seja o melhor. Eu tenho tanto. O que mais poderia querer exceto compartilhar?

Sister Jayanti, via Brahma Kumaris