quinta-feira, abril 08, 2010
Às vezes vêm de muito longe:
de fatigadas viagens,
de mortes prematuras,
de excessivas solidões.
Mas vêm.
E trazem a inicial pureza das fontes.
E a lâmina do silêncio.
E a desordem da noite.
E a luz extenuada do olhar.
Tão cúmplices, as palavras.
De O silêncio: lugar habitado, 2009
o que não foi destruído ficou em silêncio
mas reparem: só o que perece não dói
a dificuldade é incinerar o que fica
o passado é pouco combustível
mas os dedos, como os nós, também se cortam
mas como dividir o que é inteiro
onde rasgar, em que linha imaginária
se ainda hoje todos os decretos
foram decretados nulos
by Pedro Jordão
... e de novo entre nós aquele choro
de quem não teve tempo de preparar
despedida com palavras certas,
porque as palavras certas
estavam todas em histórias erradas...
(desconheço a autoria)
quarta-feira, abril 07, 2010
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