Não há luz que não espante a treva
Não há sorriso que não ilumine um semblante
Não há riso que não sane o mau humor
Não há amor que não desfaça o ódio
Não há perdão que não traga a cura
Não há humildade que não rebaixe o orgulho
Não há simplicidade que não enrugue a vaidade
Não há beleza interior que não nuble a beleza externa
Não há tolerância que não vença a ignorância
Não há persistência que não atinja um objetivo
Não há calma que não inferiorize a ira
Não há paciência que não dissolva a ansiedade
Não há coragem que não dissolva o medo
Não há serenidade que não desarme a agressão
Não há desprendimento que não ridicularize a avareza
Não há ambição bem dosada que não humilhe a ganância
Não há fé que não vença a rebeldia
Não há rendição que não cesse a guerra
Não há silêncio que não quebre a exaltação
Não há compreensão que não incomode o erro
Não há verdade que não derrube a mentira
Há olhos que observam os meus atos e também os teus:
não há atos que não sejam vistos
nem há pensamentos que não cheguem a Deus
® Silvia Schmidt
**("emprestei" do blog do amigo José Carlos)
terça-feira, outubro 03, 2006
Sementes de Verdade
Não há luz que não espante a treva
Não há sorriso que não ilumine um semblante
Não há riso que não sane o mau humor
Não há amor que não desfaça o ódio
Não há perdão que não traga a cura
Não há humildade que não rebaixe o orgulho
Não há simplicidade que não enrugue a vaidade
Não há beleza interior que não nuble a beleza externa
Não há tolerância que não vença a ignorância
Não há persistência que não atinja um objetivo
Não há calma que não inferiorize a ira
Não há paciência que não dissolva a ansiedade
Não há coragem que não dissolva o medo
Não há serenidade que não desarme a agressão
Não há desprendimento que não ridicularize a avareza
Não há ambição bem dosada que não humilhe a ganância
Não há fé que não vença a rebeldia
Não há rendição que não cesse a guerra
Não há silêncio que não quebre a exaltação
Não há compreensão que não incomode o erro
Não há verdade que não derrube a mentira
Há olhos que observam os meus atos e também os teus:
não há atos que não sejam vistos
nem há pensamentos que não cheguem a Deus
® Silvia Schmidt
**("emprestei" do blog do amigo José Carlos)
segunda-feira, outubro 02, 2006
Silêncio...
Deixa teu silêncio entrar em mim, vem aqui perto, deixa eu deitar minha alma no teu colo. Deixa teu olhar aquecer minha pele esquecida. Deixa teu silêncio entrar em mim até que meu medo passe, até que seja possível, antes de tudo, sentir o calor da tua alma que me aquece, um íntimo que se mostra, uma pessoa sem igual... Coloca em minha vida todas as suas meias verdades, não altere a voz, não solte minhas mãos até que meu temor se acabe, e eu sinta que um novo dia pode nascer dentro de mim...
Tecelã
Teço em mim uma colcha de delicadezas,
quero me cobrir do mundo,
me resguardar do frio,
das atitudes comuns...
Quero esconder as lágrimas,
o pranto, o espanto...
Quero mantê-los distantes dos erros comuns...
Teço pra mim uma colcha de sutilezas,
toda de retalhos das pequenas atitudes
que não se encontra mais nas pessoas...
Teço, para guardar minha vida
distante das mãos
que não sabem mais fazer carinhos...
Teço minha vida num tempo,
onde não parece mais lógico querer viver...
Vôo
Num vôo silencioso
percorrendo caminhos traçados no escuro,
vôo sem medo, com segurança,
mergulhando nos precipícios da minha alma,
num vôo rasante,
rebuscando fragmentos do passado
e trazendo à tona pedaços de mim.
Tenho a calma dentro do meu eu,
sou bruxa da minha solidão,
afugento os perigos
que regem meu destino, em busca da serenidade...
Faces...
Sou assim...
Duas de mim, às vezes três...
Sou uma por vez,
me diversifico,
às vezes grito,
vivo em conflito,
mostro ao mundo minha dor,
outras só sei falar de amor...
Sou chorosa e nervosa,
carente e decadente,
sutil e indecente,
vingativa e inconsequente...
Sou cheia de reservas, coberta de sutilezas,
séria e sem defesa.
No papel de mulher fatal,
viro logo a tal,
aí sou dona do mundo,
segura e atrevida,
altiva e desmedida,
rasgo meus segredos ao meio
e os exponho num roteiro.
Agrido, exponho,
conto o que ninguém
tem coragem de contar,
explico detalhes
que é bom nem lembrar.
Sou assim,
sorriso por fora,
angústia toda hora,
por dentro um tormento,
no rosto, nenhum sofrimento;
no corpo uma explosão de prazer,
nos olhos nem me deixo perceber,
melhor nem me conhecer...
domingo, outubro 01, 2006
Conclusão
Um dia vais me perder,
um dia vou me cansar ,
um dia vou começar a não querer,
a não te querer...
Às vezes consigo ver
em teu olhar um olhar de desejo,
mas tu nunca consegues ver
o que meu olhar te diz...
Talvez não queiras ver...
Gostava de ficar para sempre em teus braços,
mas não mereço ficar nos braços de alguém
que nem sempre me quer abraçar...
Se me olhares com vontade
vais decifrar o que meu olhar
vem querendo dizer ao teu...
Mas se demorares,
vou acabar por fechar os olhos...
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